3 de junho de 2017

RESENHA | O ORFANATO DA SRTA. PEREGRINE PARA CRIANÇAS PECULIARES


Título: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares
Autor: Ransom Siggs
Publicação: Editora Leya
Ano de Publicação: 2012
Número de Páginas: 335
⭐⭐⭐⭐
 [+] Cedido em parceria com a Editora para resenha.
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S I N O P S E : O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares é um romance que mistura ficção e fotografia. A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo - por mais impossível que possa parecer - ainda podem estar vivas. Traduzido para mais de 40 idiomas. “Mesmo sem as fotos, esta seria uma história emocionante, mas as imagens dão um irresistível toque de mistério. A narração em primeira pessoa é autêntica, engraçada e comovente. Estou ansioso para o próximo volume da série!” Rick Riordan, autor da série Percy Jackson e Os Olimpianos “Um romance tenso, comovente e maravilhosamente estranho. As fotos e o texto funcionam brilhantemente juntos para criar uma história inesquecível.” John Green, autor de A culpa é das estrelas. “Vocês têm certeza de que não fui eu quem escreveu esse livro? Parece algo que eu teria feito...” Tim Burton
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Já faz um bom tempo que eu estava desejando ler "O Orfanato da Srta. Peregrine", antes mesmo de ter sido lançado o filme. Em alguns anos atrás observei algumas pessoas comentando a respeito e o quão o universo que este autor, Ransom Riggs, criou de forma fantástica, e resumidamente as opiniões estavam corretíssima, este livro tem um potencial gigante, porém o autor acabou deixando algumas falhas no final, a sorte é que este livro na verdade é uma série. 

O ORFANATO DA SRTA. PEREGRINE PARA CRIANÇAS PECULIARES (LIVRO UM)
CIDADE DOS ETÉREOS (LIVRO DOIS)
BIBLIOTECA DAS ALMAS (LIVRO TRÊS)

A parte introdutória que se deve ter é a relação familiar, entre Jacob e seu avô, onde o protagonista acabou, em maior parte da sua vida, ouvindo histórias do seu parente a respeito de um local totalmente recheado com magias e coisas do tipo, com criaturas incomuns - no caso, crianças com poderes, por exemplo a menina que levita que é encontrada na capa do livro. São estranhos estes personagens? Sim, mas eles foram muito bem constituídos. E tristemente o avô do garoto chega a falecer e por conta da enorme ligação e curiosidade a respeito dessas histórias, Jacob resolve investigar se essas criaturas eram verídicas ou apenas criação do avô.
“Será que era isso que meu avô queria que eu encontrasse? É, só pode ser – não as cartas de Emerson, mas uma carta guardada dentro do livro de Emerson. Mas quem era essa diretora escolar, essa Alma Peregrine?”

Depois da tragédia ocorrida, o protagonista acaba indo parar em uma ilha no País de Gales, onde lá ele acaba encontrando todos os rumores do orfanato, as crianças com alguns truques especiais e por aí parte uma aventura onde acaba conhecendo ainda mais a respeito do seu avô, porém temos sempre dois lados, o bem e mal e os peculiares então a cada dia em perigo e só Jacob poderá ajudar estas crianças.

De certa forma, o livro me aparentou ser um clichê, mas por incrível que pareça eu me apeguei a história do início ao fim, a forma como o autor constrói o cenário e os personagens é de uma admiração tamanha. Vale ressaltar ainda que temos inúmeras fotografias antigas, que por sinal são verídicas, onde chama ainda mais atenção do leitor e de fato, cada uma delas tem um significado e obviamente está relacionada à história.
O trabalho gráfico da Editora Leya está bem bacana, com inúmeras ilustrações, fontes personalizadas e introdução de capítulo com cor da página preta, que deu um charme na obra, mas teve um problema em relação ao tamanho da fonte, que deixaram com letras um pouco pequenas, mas nada que incomode gravemente a leitura.

Um toque de sobrenatural era o que estava faltando nas minhas leituras e em suma, "O Orfanato da Srta. Peregrine" trouxe para mim um universo totalmente mágico, o foco principal deste livro é a vivência do avô do personagem, mas vocês não imaginam os inúmeros segredos que ele escondia - até mesmo desse orfanato como vocês podem perceber, não é mesmo? - . O único porém foi que eu senti mais informações diante do final do livro, mas como eu mencionei no início da resenha existem outras obras a serem lidas, então espero trazer brevemente minha opinião completa sobre esta série aqui para vocês.
[NOTA: 4.5]

Allons-y, @cluaz!

RESENHA | A INESPERADA HERANÇA DO INSPETOR CHOPRA


Título: A Inesperada Herança do Inspetor Chopra
Autor: Vaseem Khan
Publicação: Editora Morro Branco
Ano de Publicação: 2017
Número de Páginas: 308
⭐⭐⭐⭐
 [+] Cedido em parceria com a Editora para resenha.
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S I N O P S E : No dia de sua aposentadoria, o inspetor Chopra herda dois inesperados mistérios. O primeiro é o afogamento de um jovem pobre, cuja suspeita morte ninguém quer investigar. O segundo é um bebê elefante. Enquanto sua busca por pistas o leva através da movimentada cidade de Mumbai - das ricas mansões ao submundo sombrio das favelas - Chopra começa a suspeitar que há bem mai por trás dos dois mistérios do que ele pensava. E rapidamente descobre que um determinado elefante pode ser exatamente o que um homem honesto precisa... "Uma atmosfera colorida e vibrante transborda para fora de cada página nesta divertida e curiosa história" - Daily Express "Mumbai, assassinatos e um bebê elefante combinados em um espirituoso mistério" - Books Monthly "Uma história encantadora" - Marie Claire
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Ashwin Chopra, ou mais conhecido como Inspetor Chopra, já estava com os dias da sua aposentadoria contados, apesar de aparentar ser um homem sério e rude, ele também é muito querido pelo público. De certo modo a última coisa que ele queria seria um bebê elefante e voltar a trabalhar... Não dá para apenas se aposentar logo? Porque sempre tem que ter uma interrupção? É necessário o descanso depois de um longo período resolvendo casos, porém para este protagonista tudo acabou virando de cabeça para baixo. Mas calma... que esse Baby Ganesh poderá trazer vários frutos para o desenvolver da história e quem sabe conquistar até o coração do nosso querido inspetor. 


"Até mesmo o inspetor Chopra, que nunca permitia que suas emoções o dominassem, que era sempre racional e lúcido, podia ser tomado pelo sentimentalismo."

Depois de ver uma mãe enlouquecida completamente, sem mais nenhum rumo depois da terrível morte do seu filho, o querido Chopra resolve desvendar todo o caso, porque pela polícia já estava encerrado.  ❝ – Meu filho está morto e eles não querem levantar um dedo (...) Só estão aqui para servir os ricos! ❞ , disse a mãe.

De uma forma ou outra, todas as pistas irão evoluir para  o assunto mais sérios, que estão totalmente ligados com o próprio Chopra e além disso é um livro repleto de críticas, como por exemplo na justiça, mas de forma leve e com um toque de humor. Em suma, eu acabei me pegando em várias partes rindo do protagonista junto com o baby ganesh.
A obra em si é repleta de críticas, como por exemplo na justiça, mas de forma leve e com um toque de humor. Na maior parte de "A Inesperada Herança do Inspetor Chopra" eu acabei me pegando rindo das suas aventuras. ⠀ Eu já gostava da cultura da Índia faz um tempinho e agora depois dessa riqueza em detalhes a respeito de Mumbai, é obviamente que gostei de todo o cenário, mas cá entre nós, vocês acham que o Baby Ganesh não vai ganhar nenhum papel? ⠀ Ele está mais relacionado a história do que imaginam... E além disso algumas respostas serão encontradas graças a este elefantinho 💛 

Em relação a diagramação nem preciso falar que a Editora Morro Branco me conquistou mais uma vez, não é mesmo? Eles adaptaram a capa original da obra e confesso que ficou encantador, a fonte da capa está bem bacana e traz tudo relacionado à história. Os capítulos são curtos, as letras estão boas e bem espaçadas e ah, a cor das páginas segue o mesmo padrão amarelada.

É o primeiro livro da série "Agência de Detetives Baby Ganesh", e de certa forma o autor se saiu bem nesta sua introdução, mas de certa forma algumas pontas ficaram soltas, porém foi apenas uma minoria e então espero que ele consiga resolver isto nos próximos livros, porque criatividade ele tem bastante! Apesar dessa interrupção é uma leitura altamente recomendada! 

[NOTA: 4.0]
Allons-y, @cluaz!

13 de maio de 2017

RESENHA | NOSSAS HORAS FELIZES



Título: Nossas Horas Felizes
Autor: Gong Ji-Young
Publicação: Grupo Editorial Record
Ano de Publicação: 2017
Número de Páginas: 279
⭐⭐⭐⭐
 [+] Cedido em parceria com a Editora para resenha.
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S I N O P S E : Yujeong é uma jovem da alta sociedade coreana que, indiferente a tudo e a todos é incapaz de se entender com a própria família, não consegue encontrar um sentido para sua vida. Depois de três tentativas frustradas de suicídio, ela acaba definhando entre o álcool e o desespero. Seus familiares, por outro lado, não se esforçam para entendê-la, a não ser sua tia, a irmã Mônica, com quem sempre teve uma ligação especial. Disposta a fazer o que for preciso para que Yujeong volte a sentir vontade de viver, a freira sugere à sobrinha que as duas façam semanalmente uma visita a um preso no corredor da morte. E então elas conhecem Yunsu, um homem que anseia deixar este mundo por acreditar que só assim conseguirá se redimir de seus pecados. Apesar de sua origem humilde, ele e Yujeong têm algo em comum: um triste passado de abusos físicos e psicológicos. Aos poucos, durante os encontros na prisão, os dois jovens atormentados revelam um ao outro seus segredos mais obscuros e seus traumas do passado, criando uma conexão inesperada, que gradualmente desperta nessas duas pobres almas o desejo de viver. Mas as mãos de Yunsu estão sempre algemadas, os guardas estão constantemente por perto, e Yujeong sabe que aquelas horas felizes juntos podem ser tragicamente curtas.
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Um livro impactante, narrado em primeira pessoa, pelo ponto de vista da Yujeong, uma jovem de trinta anos encantadora, bonita, inteligente e poderosa... Bom, com apenas essas três características temos o palpite que a vida dessa protagonista aparenta ser maravilhosa, não é mesmo? Mas estamos totalmente enganados. ⠀ Não foram uma, nem duas e sim três tentativas de suicídio, sinto que este tema foi abordado de forma objetiva neste enredo e demonstra que de fato sempre haverá uma solução. 

Infelizmente a protagonista não consegue ter uma relação familiar muito boa, além de tudo inúmeros problemas relacionados ao seu passado voltam para o seu presente. ⠀A cada interjeição se transforma em uma bola de neve, fazendo com que a personagem não veja mais nenhum sentido para a sua existência.  Ela se sente sozinha, tanto que é difícil a família conseguir entendê-la... Em alguns aspectos Yujeong diz:

Por que você não está disponível quando eu me sinto sozinha?
Mas existe uma pessoa que consegue compreender toda a situação que a protagonista está pensando. Considerada a ovelha negra da família temos Tia Mônica, que por algum sinal ela age igualmente a Yujeong em algumas situações como eu pude perceber e ah, sem mencionar que ela leva religião bem a sério, é uma freira, que está disposta a mostrar o real sentido da vida para a sobrinha. 

Depois de sair do hospital onde estava se recuperando das tentativas de morte, Yujeong acaba ganhando uma proposta da tia. Semanalmente as duas irão visitar um preso no corredor da morte - que no caso é um trabalho voluntário que ocorre na Coreia do Sul, onde o livro é ambientado -. E dai conhecemos o inesperado Yunsu....
O CRIMINOSO JEONG YUNSU MATOU UMA MULHER QUE O VINHA AJUDANDO, ROUBOU SEU DINHEIRO E SEUS OBJETOS DE VALOR, ESTUPROU E ASSASSINOU A FILHA DELA E DEPOIS MATOU A POBRE E INOCENTE EMPREGADA, E AINDA ASSIM NÃO DEMONSTRA QUALQUER REMORSO

Foi o que Yujeong encontrou a respeito sobre o rapaz, e de certa forma, pude notar que a personalidade deste presidiário era bem fria, não era de muita conversa e tal, e assim como demonstra Na notícia ele não tem nenhum arrependimento pelos problemas cometidos. Então chega a hora de comentar a respeito sobre as ANOTAÇÕES AZUIS, que são todos os manuscritos do criminoso Yunsu e com isso percebemos tudo o que ele passou, que infelizmente acabou evoluindo para este desastre. E então a protagonista percebe que os problemas de Yunsu são maiores, tanto que a 'inspiração' dele ter cometido essescrimes foi devido a acontecimentos do passado, como eu já havia mencionado, mas por causa da família.
"Nossas Horas Felizes" foi adaptado também para o mangá nomeado como: Watashitachi no Shiawase e também para as telonas lá na Coreia como Maundy Thursday e de certa forma, nada mais que merecido, não é mesmo? Além de abordar temas interessantes a carga emocional deste livro é gigante e todas as reflexões apresentadas foram escritas de forma objetiva, sem que se torna-se algo maçante e o que facilita a leitura é que encontramos uma variedade de diálogos. 

Em relação ao trabalho gráfico, eu de certa forma não curti muito a capa, apesar de que as outras edições acabaram seguindo o mesmo padrão, mas em relação a fonte o espaçamento ficou bem bacana e o tamanho ficou agradável, nada que incomode a leitura, além disso, algumas citações no início de capítulos são demonstradas, não todos, mas na maioria em si. 
É um livro totalmente interessante para quem deseja explorar novos horizontes, e saber a respeito de temas mais fortes, com o abandono, questões familiares, injustiças e claro, o objetivo principal que é o suicídio e além disso a autora acertou em cheio mostrando novos ares para a protagonista, o que ele fez pensar de forma mais séria a respeito das suas escolhas,  ah, vale ressaltar que este livro também aborda principalmente um romance. Altamente recomendável e todos os prêmios que a Gong Ji-Young ganhou com esta obra foram totalmente merecidos, com certeza essa história deve ser lida por todos.


[NOTA: 5.0]
Allons-y, @justificou!

1 de maio de 2017

RESENHA | O FANTASMA



Título: O Fantasma
Autor: Jo Nesbø
Um caso de Harry Hole
Publicação: Grupo Editorial Record
Ano de Publicação: 2017
Número de Páginas: 461

 [+] Cedido em parceria com a Editora para resenha.
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S I N O P S E : Para salvar aqueles que ama, Harry Hole precisará enfrentar seus próprios fantasmas em mais um caso brutal que abala Oslo. Depois de três anos morando em Hong Kong e tentando fugir dos traumas de sua vida como detetive em Oslo, Harry Hole retorna à Noruega. O impensável aconteceu: Oleg, o menino que ele ajudou a criar, foi preso, acusado de matar um traficante de drogas. Harry não acredita que ele seja um assassino e inicia uma caçada para prender o verdadeiro culpado. Apesar de não pertencer mais à Divisão de Homicídios, Harry tem um novo caso a resolver. Mais uma vez ele percorrerá o submundo de Oslo, onde uma nova droga está se tornando bastante popular. Mas isso não será o suficiente para salvar Oleg. Para provar a inocência do rapaz, Harry será obrigado a confrontar o próprio passado.
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Nono livro dos casos de Harry Hole, "O Fantasma" traz uma nova evolução nas escritas do Jo Nesbø, onde de fato a apresentação do título seria uma filosofia a respeito da luta dos nossos próprios fantasmas. Apesar de ser uma série, esta obra pode ser lida de forma independente e para quem sempre acompanhou a escrita do autor terá uma ótima experiência. Harry Hole é um inspetor bastante renomado, viveu três anos em Hong Kong e resolve retornar para Noruega por conta de um fato que acabou afetando a sua família. 

É mais um livro que aborda a injustiça encontrada em tribunais, o filho da sua mulher Rakel acabou sendo preso por assassinato. E com toda a preocupação em cerca do Oleg o protagonista vê que este jovem foi acusado de forma desonesta e então resolve seguir todas as pistas deste fato, só que típico de Nesbø outros acontecimentos serão apresentados que aumentam o terror do processo e além disso tudo teremos coisas ligadas ao passado do próprio protagonista. ⠀ 


De certa forma este livro foi uma surpresa para mim, no início eu achei a escrita do autor bem massante e algumas das considerações que levei logo a respeito foi por ser meu primeiro contato com ele.  E sim, de certa forma isso me incomodou um pouco, mas depois de muitas tentativas a leitura (finalmente) avançou, é um daqueles livros que melhoram após as cem primeiras páginas.  

A linguagem de Jo Nesbø é bastante rica, com alguns detalhes a cerca dos crimes, tanto que o surgimento de uma nova droga nomeada "violino" é repleta de detalhes, de como surgiu, entre outros... E ah, por um sinal apenas, isso me lembrou um pouco de Sherlock Holmes por causa dele gostar bastante do seu violino, não tem nada relacionado a história, é apenas uma observação. 
E além disso traz a narrativa de outro personagem que veio a falecer (não é spoiler, logo nos primeiros capítulos já sabemos disso) e junto temos a divisão de partes. Para quem ainda não leu nada deste autor eu sugiro não começar por este, porque a leitura poderá incomodar, como foi o meu caso, ou se for melhor leia uma resenha para você já ter uma percepção dos outros casos. Muita coisa a respeito do protagonista não devem ser muito comentadas, porque qualquer desvio poderá levar a um spoiler da série inteira, então desde modo vocês podem observar o quanto estou sendo atencioso nesses comentários.

A diagramação que o Grupo Editorial Record deixou está bem simples, as páginas são amareladas, com fonte comum, mas o que não deve deixar de notar é que cono eu já tinha mencionado, assim que temos a narração do falecido a fonte acaba mudando, o que ajuda bastante o leitor a compreender quem é quem nessa história. 
Gostei bastante de como o próprio autor abordou o assunto a respeito de drogas e tráfico, contudo, ele é uma ótima aposta para quem aprecia o gênero suspense e deseja uma leitura mais realista do que encontramos diariamente na sociedade, espero ter oportunidade em ler os primeiros livros, porque isso irá me ajudar ainda mais na compreensão deste.

[NOTA: 4.0]
Allons-y, @justificou!

28 de abril de 2017

SENDO BIRUTA & PISCINA JÁ! | PARCERIA + RESENHA


Olá, pessoal! Tudo bem? Novidades chegando por aqui e entre elas é que o site (sim, agora somos site, muito legal isso, não é mesmo?) foi aceito para o processo de parceria da Editora Biruta e Gaivota, ou seja, estou totalmente feliz com essa nova conquista e totalmente grato pelo tamanho apoio que vocês estão dando para o Justificou! \õ/ Vou apresentar apenas breves informações a respeito sobre esses dois selos pois estou bastante animado para comentar a respeito do primeiro livro de parceria que recebi desta editora.
[ EDITORA BIRUTA ] : Nasceu em uma vila bem florida, lugar muito sossegado, no miolo barulhento de São Paulo. Isso foi um estímulo para que nossos sonhos florescessem e tomassem a forma que têm hoje. No ano de 2016 completamos 16 anos de vida! E temos muito a comemorar. A proposta original da Biruta foi mantida ao longo desses anos e vem sendo, a cada dia, aprimorada. Sempre entendemos o livro como um conjunto harmonioso de texto, projeto gráfico e ilustração. A opção pela descoberta e lançamento de novos talentos nacionais mostrou-se muito estimulante e bem-sucedida. É gratificante poder contribuir para a diversidade literária e poder acompanhar o reconhecimento e sucesso de autores lançados pela Biruta e que cresceram conosco. Nossas aventuras por terras estrangeiras permitiram dar um tempero especial ao nosso catálogo. Publicamos livros clássicos, mas ainda desconhecidos no Brasil, e também livros com temas e narrativas muito originais e divertidas, contribuindo para a formação literária dos nossos pequenos e jovens leitores.
[ EDITORA GAIVOTA ] Qualidade literária, projetos gráficos ousados e instigantes, ilustrações que encantam… É tudo o que almeja uma editora de livros infantojuvenis que considera seus leitores sensíveis, inteligentes e curiosos. E este é o objetivo desta jovem editora — Gaivota —, criada no final de 2011, um novo selo lançado pela Editora Biruta. Mas o desafio vai além. Percebemos uma lacuna importante nos textos destinados a crianças e jovens: livros que abordem temas de diferentes áreas do conhecimento de forma a despertar a atenção e a curiosidade dos leitores. A abordagem lúdica de temas muitas vezes considerados herméticos, complexos ou desinteressantes pode servir de trampolim para estimular e/ou facilitar o interesse em conhecer e aprofundar esses assuntos. Aproximar crianças e jovens de temas que parecem distantes de seu cotidiano pode despertar e antecipar interesses que, muitas vezes, se revelam tardiamente. Mas este foco não exclui a apresentação de obras que estimulem a fantasia, inspirem a aventura e deem acesso aos nossos jovens leitores ao que há de melhor na literatura infantojuvenil nacional e estrangeira.
Título: Piscina Já
Autor: Luiz Antônio Aguiar
Ilustrações: Tiago Lacerda
Publicação: Editora Biruta
Ano de Publicação: 2014
Número de Páginas: 104

 [+] Cedido em parceria com a Editora para resenha.
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S I N O P S E : Era um Brasil bem diferente. Um país debaixo de Ditadura. Tem gente que não conheceu esses tempos e nem imagina como foi. Era dureza, chumbo grosso. O Brasil estava um breu na época. E mesmo assim a garotada do Condomínio da Colina partiu para a briga contra a repressão. E foi uma aventura dessas que quem viveu nunca esquece! Como foi? No que deu?… Está contado aqui… em Piscina Já! Uma viagem para um tempo em que gente como a gente lutou – de várias maneiras – pela liberdade!

Durante todas as minhas leituras com infanto-juvenis esta é a primeira que o enredo apresenta um assunto bastante sério e que de certa forma traz uma falta em paradidáticos atualmente, assim que li algumas informações a respeito notava-se que era uma leitura para crianças de oito anos, mas o bom de obras deste gênero literário é que muitas vezes ela aborda um tema específico para diversas idades com assuntos que devem ser mais discutidos na atualidade.

É década de 1970... E o que te lembra? A triste época da Ditadura Militar no Brasil, entre 1964 e 1985, que no caso "Piscina Já!" traz um ponto de vista de uma menina com uma maturidade avançada, na realidade seria uma mulher porém relembrava suas épocas de infância, que no caso era por meio de brigas contra a repressão. Lara tem onze anos e bom, ela é uma criança normal que adora se divertir pelos parques e também em uma piscina que tem perto do Condomínio da Colina, localizado na Serra de Araras
Só que na época das férias da protagonista, isso no finalzinho de 1971, a ditadura militar estava ganhando mais posse e fazia o que bem queria... O número de mortes e torturas aumentavam e no primeiro capítulo ela tem um tio, chamado Zeca, que é totalmente fascinado pelo guerrilheiro Che Guevara. O parente da garota tinha aspectos bem peculiares e queria lutar pelos seus direitos, sempre saía pelas ruas e durante esta época Lara, infelizmente, não teve mais nenhuma notícia dele.


Além disso, outro desastre acabou acontecendo, sempre nos dias de verão a turma se juntava para se divertir na piscina, como eu já tinha falado anteriormente, mas com toda essa crise que estava acontecendo o general, Pimenta, acabou secando o tanque e as crianças estavam com a sua felicidade esgotada, e por incrível que pareça este comandante tem a visão própria de si como um rei totalmente poderoso, típico da época, que todos devem obedecer as suas regras... E daí a protagonista acaba mostrando toda a sua determinação e vai atrás dos seus direitos. Um dos pontos positivos, porque apesar da idade Lara vê que aquilo está errado e luta contra isso.
A forma como é caracterizada este marco histórico é impressionante,a forma que o autor descreve os fatos é de chocar o leitor pelo fato de ser realista, porém ele não retira o lado infantil na obra em nenhum momento e concordo completamente com ele, é necessário que as crianças saibam tudo o que passamos para conseguirmos a liberdade, quer dizer, uma parte dela. Umas das frases que de certa forma acabei me comovendo bastante foi uma fala da mãe da protagonista:


"Lara! Não dorme só de calcinha porque, se os cretinos vierem, vão se aproveitar!"

Lembrando que a garota só tinha onze anos quando aconteceu todo esse escândalo no país, além disso temos as famosas invasões domiciliares, é claro o fato de que todos eram desrespeitados. Muitos eram apreendidos por nenhum motivo e em outros casos os próprios policiais chegavam com armas atirando em toda a família.
A única ressalva que tenho que informar por não ter sido favoritado é que a protagonista não fala muito sobre ela e sim dos outros personagens, dificilmente é encontrado mais sobre a história dela, a única coisa que temos é de fato a luta dela para garantir o direito da piscina. Talvez, vocês estejam pensando que essa história seria apenas de uma garota mimada, mas infelizmente essa teoria não está correta. Lara é uma protagonista com uma atitude bastante elevada, além disso a forma como ela lida com as situações é de total leveza, porque de um lado ela sabe que deve ser feito a dedicação para tornar-se livre.
A diagramação está super bacana, a Editora Biruta teve um cuidado enorme com a edição, apesar de ter páginas brancas as ilustrações apresentadas deram um charme gigante no livro, as letras estão em um ótimo tamanho, além disso nem preciso falar dessa capa, não é verdade? Outra coisa, temos um extra que os próprios editores demonstram características sobre a ditadura, ou seja, evoluindo ainda mais a perspectiva do público infantil.

[NOTA: 5.0]
Allons-y, @justificou!

18 de abril de 2017

RESENHA | SHERLOCK HOLMES NO JAPÃO


TÍTULO: Sherlock Holmes no Japão
AUTOR: Vasudev Murthy
EDITORA: Autêntica, selo Vestígio 
ANO DE PUBLICAÇÃO: 2015 
PÁGINAS: 220 
*Livro cedido em parceria com a editora.


SHERLOCK HOLMES ESTÁ MORTO? Fãs deste personagem tão querido irão adorar este livro, na verdade, a proposta principal desta obra, segundo o próprio autor Vasudev Murthy, é responder algumas questões que ficaram sem soluções nas primeiras obras do tão querido detetive. Em 1893 a tensão entre China e Japão está bastante forte e para piorar tudo isso, o Doutor John H. Watson, amigo fiel, acaba recebendo uma carta do falecido detetive há dois anos, Sherlock Holmes, com passagens para Tóquio e a seguinte mensagem:

"WATSON, PRECISO DE VOCÊ. MEU VIOLINO, POR FAVOR. S.H"

Uma carta, que deixa o próprio Doutor com diversas questões emocionais, e com toda a sua habilidade, ele sabia que aquela caligrafia era do próprio amigo e então resolve partir para descobrir o que realmente está acontecendo, junto com o violino solicitado pelo 'falecido' Holmes. 
Quando ele resolve embarcar, surgem diversas questões enquanto está abordado, porque como sabemos, Sherlock tem uma incrível forma de disfarçar-se, mas além disso, tem o incrível problema do famoso lado criminoso, que é o Professor Moriatry, também conhecido como Napoleão do Crime, com a elaboração do seu mapa para dominar todo o mundo e apenas uma pessoa pode vencer este perverso que está solto por aí. 
Coisas absurdas acabam acontecendo durante esta viagem, incluindo a morte de Kazushi Hasimoto e o foco principal será sobre o por quê deste assassinato - no caso, ele infelizmente foi encontrado com uma adaga nas costas -. E por aí surge uma aventura, a luta para combater o professor que planeja o mal para o universo, além disso os detalhes propostos pelo próprio autor de uma viagem cansativa, mas cheia de mistérios, de Londres até Japão, com uma caracterização excelente de personagens, onde deixa o leitor bastante curioso para saber o que aconteceu realmente com o Sherlock Holmes e por quê do seu paradeiro. 
A forma como o autor acabou apresentando um pouco sobre o Japão - não só este país, mas também a Índia, pelo fato dele ter nascido neste local, na capital nomeada Nova Delhi -, tanto que na história temos alguns traços e poemas japoneses, conhecidos como waka, facilitando ainda mais a imaginação do leitor e como eu tenho bastante interesse em conhecer o território da ásia ocidental foi uma ótima aposta.

Vale mencionar que uma das coisas que eu mais achei criativa por parte de Vaudev Murthy, é que ele mesmo, por ser um enorme fã obviamente deste detetive, acaba sendo um personagem da história (como Akira Yamashita) e ganhando um certo destaque positivo, mesmo que sua aparição seja logo na metade da obra, porque como eu já tinha mencionado anteriormente, a cultura indiana também está presente, então o autor resolveu pegar dois países, estudou eles e trouxe atributos de novas linhagens, e junto criou uma figura com todas as suas características presentes.


1893, aventuras dos anos perdidos do detetive mais famoso da história.

Infelizmente, para quem deseja acompanhar esta aventura é necessário entender um pouco a respeito do universo deste detetive e além do mais este livro acabou apresentando algumas partes um pouco cansativas e sem nexo por parte do autor, mas confesso que foi apenas a minoria, nada que impedisse para uma boa leitura.
Em "Sherlock Holmes no Japão" teremos uma recapitulação de algumas cenas encontradas nos livros do médico Sir Arthur Conan Doyle, que acabou criando este personagem ficcional, com novos elementos e também novas culturas, porque como vocês sabem o foco, tanto na série quanto nas obras, é apenas um determinado local, que é Londres e isso acabou trazendo o detetive para outros lugares do mundo em busca de desvendar casos misteriosos, uma proposta totalmente interessante por parte do escritor Vasudev Murthy.


⭐⭐⭐
[NOTA: 4.0]
Allons-y, @justificou!

17 de abril de 2017

RESENHA | O TRITURADOR

Depois de uma ressaca literária enorme, o que me salvou de verdade foi "O Triturador". primeiro livro da série Crusher (que começou a ser escrita em 2012) , publicado pelo Grupo Editorial Record, selo Bertrand Brasil. Narrado em primeira pessoa, conhecendo um pouco sobre a vida de Finn Maguire, um jovem de dezessete anos, que simplesmente resolveu largar a escola e iniciar sua vida no ramo de trabalho, diagnosticado com dislexia e apresenta antecedentes criminais, é um jovem que passou por muita dificuldade e além disso, a sua relação familiar não é uma das melhores, a sua única companhia é na verdade o seu padrasto. 


VOLUMES DA SÉRIE CRUSHER:
1. CRUSHER (2012) - O TRITURADOR (2017)
2. INCINERATOR (2014) - SEM PREVISÃO DO TÍTULO
3. SHREDDER (2014) - SEM PREVISÃO DO TÍTULO

A vida do protagonista é bem pacata, o local onde ele trabalha é simplesmente horrível, Max Snax - mais conhecido como comida de péssima qualidade-, e pelo que pude perceber o protagonista realmente detesta o seu expediente, porém é uma salvação porque o seu pai - que é um roteirista malsucedido - está desempregado, não sai de casa, não conseguiu nenhuma proposta e muito menos está vivendo uma vida tranquila como queria. 

Tudo vira um caos quando em uma simples volta ao trabalho, Maguire acaba encontrando a casa em total escuridão, coisa que não era normal de acontecer e tentava chamar por alguém, mas não escutava sinal de ninguém na residência, até que ele se depara com o corpo do seu pai, praticamente todo ensanguentado e as pistas eram que o rapaz (o pai, padrasto na verdade, mas o protagonista o considera realmente porque eles viveram a vida toda juntos e isso é incrível) tinha sido violentado até a morte... Mas quem seria esta pessoa? Um amigo, um parente próximo?
Além desta questão, a obra apresenta um pouco sobre uma relação bem bacana de pai e filho, mesmo sendo apenas no começo antes da tragédia ter acontecido e confesso para vocês que eles se davam super bem, ocorria uma ajuda coletiva. Em relação aos outros parentes do protagonista a mãe do jovem não deu atenção a ele, fugiu quando ele era mais novo e ninguém tem ideia onde ela se contra, já o pai biológico, por sinal, ele não sabe nem quem é, ou seja, Finn Maguire só tinha apenas o seu padrasto


PARA ENCONTRAR O ASSASSINO, ELE PRECISOU SE TORNAR UM.

E com isso, surgem desconfianças, o único suspeito da morte do rapaz é o próprio filho e a partir daí o protagonista acaba sendo a cada dia mais perseguido pela polícia e uma bola de neve recheada de problemas acabam acontecendo, ele acabou sendo demitido do estabelecimento onde trabalhava por causa da polícia estar envolvida em tudo sobre ele e não queriam 'manchar' a imagem do local - pura sacanagem, não é verdade? 

Finn encontra sua vida sem nenhuma esperança, mas apesar de ter dezessete anos ele é um personagem extremamente evoluído e resolve seguir passos do passado trabalhando em um local de esportes, antes de ser balconista o personagem era boxeador e bastante conhecido como "o triturador" e daí já se tem a percepção da nomeação da obra. É um livro sobre vingança, o personagem principal deseja saber o por quê da morte do seu pai, então ele resolve partir em busca de respostas, mas também tem temas principais sobre relações familiares, além disso o destino do jovem está marcado para morte.
único problema que encontrei foi em relação ao romance desenvolvido pelo autor, pois é, Finn acaba encontrando uma moça com algumas características parecidas com a dele - porém eu acabei não gostando muito das atitudes dela - e o autor deixou algo muito meloso para um livro deste gênero -, porém as explicações logo no final da obra sobre os pensamentos da jovem foram bem significativos. 

Retirando esta parte, o livro foi incrível e estou doido para conhecer mais a escrita deste novo escrito. Sobre a diagramação tenho que parabenizar à editora, porque as letras ficaram em uma qualidade ótima e bem espaçada, também ajudou para que a leitura não fosse cansativa, a introdução de capítulos também estão super bacanas e sobre essa capa? Não tenho nem o que falar, representa muito bem a história e além disso ela é linda, adorei bastante o tom de azul e preto.
Alguns personagens estão ligados ao ponto da morte do pai do personagem, além disso a cada nova pista o leitor acaba sendo levado a desvendar os mistérios junto com o próprio Finn e o sentimento do personagem acaba sendo transmitido também, apresenta inúmeras questões sobre injustiças do dia a dia e outros. É um livro altamente indicado para quem aprecia o gênero, a cada novo capítulo uma surpresa, leitura envolvente e espero que o Niall continue assim, acho que ele aprendeu bastante com a E.L. James (rs), porque para quem não sabia ele é casado com a autora de Cinquenta Tons de Cinza, ou seja, um casal literário encontrado, muito bacana, não é? 

"O Triturador" tem um potencial enorme, é o primeiro livro do autor Niall Leonard e ele estreou de forma bem interessante, sua escrita foi totalmente cativante e para ser sincero eu não tinha muitas expectativas sobre a obra, mas ela acabou me prendeu do início ao fim, um livro para quem adora suspense e mistério recheado de assuntos que ganham qualquer leitor, além disso apresenta um final arrebatador. 


⭐⭐⭐'5
[NOTA: 4.5]

Allons-y, @justificou!
 
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